YouTube Lança Aplicativo Dedicado para Apple Vision Pro

O YouTube Apple Vision Pro agora é uma realidade! Após um período de espera, a plataforma de vídeos lançou seu aplicativo dedicado para o headset de realidade mista da Apple. Esta novidade promete transformar a experiência de consumo de conteúdo para os usuários.

Durante os dois anos desde o lançamento do Apple Vision Pro, o YouTube havia optado por uma abordagem baseada em navegador, direcionando os usuários a acessarem o conteúdo via Safari. Essa limitação impedia o uso de funcionalidades essenciais, como downloads para visualização offline, tornando a experiência menos prática, especialmente em viagens ou locais sem conexão.

Para preencher essa lacuna, soluções de terceiros, como o Juno, surgiram no visionOS, mas foram rapidamente removidas por violarem os Termos de Serviço do YouTube. A chegada do aplicativo oficial muda completamente o cenário, permitindo que os usuários desfrutem de seus vídeos favoritos – incluindo todos os vídeos padrão e YouTube Shorts – em uma tela virtual imensa, dentro de um ambiente totalmente imersivo.

Principais Recursos do Novo Aplicativo

Conteúdo Imersivo e Espacial

O aplicativo oferece uma aba Espacial inovadora, onde os usuários podem explorar vídeos espaciais, que incluem formatos em 3D, VR180 e 360 graus. Esta funcionalidade eleva a imersão a um novo patamar, proporcionando uma visualização sem precedentes.

Qualidade de Vídeo Aprimorada

Para os consumidores com os modelos mais recentes do Apple Vision Pro, equipados com o chip M5, o aplicativo suporta reprodução em 8K. Esta é uma melhoria significativa na qualidade visual, que garante imagens incrivelmente detalhadas.

Controles Intuitivos por Gestos

Os usuários podem interagir com o novo aplicativo visionOS utilizando controles por gestos. Isso permite ações como redimensionar janelas e avançar ou retroceder vídeos de forma fluida e natural, integrando-se perfeitamente à interface do Vision Pro.

O Momento do Lançamento

O lançamento deste aplicativo agora é particularmente interessante, visto que o YouTube inicialmente demonstrou hesitação em investir em uma experiência nativa para o visionOS. A empresa pode ter aguardado para avaliar a aceitação e o desempenho do headset no mercado. A maioria dos principais serviços de streaming, como Disney+, Amazon Prime Video, Paramount e Peacock, já ofereciam experiências nativas na plataforma desde o seu lançamento.

Outro ponto que torna o momento do lançamento do YouTube Apple Vision Pro intrigante é o aparente declínio do entusiasmo em torno do headset. Apesar de o Apple Vision Pro ter introduzido funcionalidades impulsionadas pela Apple Intelligence quase um ano antes, o engajamento dos usuários com o dispositivo tem sido considerado morno.

Estimativas recentes indicam uma queda considerável nas vendas, com aproximadamente 45.000 novas unidades comercializadas no quarto trimestre de 2025. O Financial Times reportou que a produção foi suspensa devido à baixa demanda, resultando em uma drástica redução nos esforços de marketing em mercados chave.

O aplicativo já está disponível na App Store do visionOS e é compatível com os modelos de chip M2 e M5, garantindo que uma ampla gama de usuários do Apple Vision Pro possa aproveitar as novas funcionalidades.

Cash App Lança Links de Pagamento para Facilidade nas Transações

O Cash App, plataforma de pagamentos da Block, Inc., introduziu uma nova funcionalidade que visa simplificar ainda mais a experiência do usuário: os links de pagamento. Essa novidade permite que os usuários enviem e recebam dinheiro de forma mais prática e direta.

Como Funcionam os Links de Pagamento

Os usuários podem criar links de pagamento a partir da aba de pagamentos do Cash App. Em vez de selecionar um destinatário específico, eles agora têm a opção de “compartilhar link”. Ao escolher essa opção, um link é gerado e pode ser anexado a diversas formas de comunicação, como mensagens de texto, e-mails e DMs. O destinatário, ao clicar no link, terá o valor solicitado pré-carregado, agilizando a transação.

Versatilidade e Conveniência

O Cash App destaca que os links podem ser utilizados para pagamentos recorrentes e também para pagamentos em grupo, adicionando uma camada extra de flexibilidade para os usuários. A empresa desenvolveu essa funcionalidade após pesquisas com usuários da Geração Z, que indicaram a frequência de múltiplas comunicações em torno de pagamentos. Os links foram projetados para suavizar qualquer constrangimento social e tornar as transações mais diretas.

Otimização da Experiência do Usuário

Kristen Anderson, Líder de Produto P2P & Redes do Cash App, enfatizou que os links de pagamento tornam a movimentação de dinheiro mais fluida e, igualmente importante, humanizam o ato de solicitar dinheiro. Ela mencionou que as solicitações de pagamento no aplicativo, por vezes, pareciam excessivamente formais ou até passivo-agressivas. Os links resolvem isso ao permitir que as solicitações sejam enviadas pela plataforma que o usuário considerar mais natural, possibilitando a inclusão de contexto, leveza ou humor à conversa.

Novidades Recentes do Cash App

Recentemente, o Cash App implementou outras funcionalidades, incluindo um chatbot de inteligência artificial lançado no final do ano passado, que oferece consultoria financeira aos usuários, e um novo programa de benefícios com um limite de empréstimo elevado.

TikTok Lança Feed Local nos EUA com Base em Localização Precisa

O TikTok anunciou o lançamento de um novo “Feed Local” na versão americana do aplicativo. Este feed exibe conteúdo relacionado a viagens, notícias, eventos, compras e restaurantes próximos à localização atual do usuário. A chegada do feed ocorre pouco após uma alteração nos termos de serviço do TikTok, sob a nova joint venture nos EUA, que indicava que o aplicativo começaria a coletar informações de localização precisa dos usuários.

Motivação e Controle do Usuário

O TikTok confirmou que a solicitação de informações de localização mais precisas se deve ao novo Feed Local. No entanto, a empresa ressalta que os usuários terão controle sobre o compartilhamento da localização precisa, sendo a configuração padrão “desativada”, tornando esta uma experiência opcional (opt-in).

Expansão Global do Recurso

O Feed Local já havia sido implementado em dezembro em mercados europeus selecionados, incluindo Reino Unido, França, Itália e Alemanha. A empresa explica que o feed visa conectar os usuários à sua comunidade local, exibindo postagens com base na localização, tema do conteúdo e data de publicação. Isso resulta em um fluxo de informações locais mais atualizado, com sugestões de novos restaurantes, eventos e lojas.

Apoio a Pequenos Negócios

Esta nova funcionalidade também se alinha ao esforço do TikTok em atrair pequenos negócios para o aplicativo, não apenas como produtores de conteúdo, mas também como anunciantes. Essa estratégia pode ajudar a proteger a plataforma contra futuras regulamentações, permitindo-lhe argumentar, assim como o Meta, que não deve ser restringida, pois muitos pequenos negócios dependem de seus serviços para alcançar clientes. O TikTok afirma que 7,5 milhões de empresas utilizam o aplicativo para alcançar clientes globalmente, e essas empresas sustentam mais de 28 milhões de trabalhadores, conforme um relatório da Oxford Economics de 2025. A empresa também citou dados do Small Business & Entrepreneurship Council, indicando que 84% dos pequenos negócios usuários do TikTok relataram crescimento em suas operações, 75% alcançaram clientes fora de sua área local e 74% se conectaram com suas comunidades locais. O TikTok acredita que o Feed Local impulsionará o tráfego e as vendas para lojas físicas nos EUA.

Privacidade e Considerações

Na primeira vez que os usuários acessarem o Feed Local, será solicitado que permitam ao aplicativo usar seus dados de localização. No iOS, por exemplo, a solicitação permitirá que os usuários escolham se desejam permitir a atividade uma vez, durante o uso do aplicativo ou nunca. O TikTok afirma que essa abordagem é consistente com o uso de localização em muitos aplicativos modernos e oferece aos usuários a escolha de ativá-la para experiências locais mais relevantes, mantendo o controle. Contudo, a empresa provavelmente teria tido uma recepção melhor se a solicitação de dados de localização precisa tivesse sido lançada antes ou simultaneamente à sua transição de propriedade nos EUA, fornecendo um motivo claro para a coleta desses dados adicionais. Mesmo com um propósito agora definido para os dados de localização, vale a pena considerar se o valor de um feed local compensa os riscos de privacidade. O TikTok também informou que o recurso estará disponível apenas para usuários maiores de 18 anos e coletará informações somente enquanto o aplicativo estiver em uso.

Google Lança Primeira Versão Beta do Android 17 e Adota Plano de Lançamento Contínuo para Desenvolvedores

O Google lançou a primeira versão beta do Android 17, que traz melhorias de desempenho e novas formas de adicionar recursos a aplicativos de mídia e câmera. Mais importante, a empresa está mudando a forma como os desenvolvedores acessam as novas APIs e funcionalidades da versão mais recente do sistema operacional.

Canal Canary para Desenvolvedores

Com este lançamento, o Google está abandonando as versões beta para desenvolvedores e adotando um canal Canary contínuo para fornecer atualizações. Essa abordagem é similar à utilizada pelo Google no desenvolvimento de navegadores, como o canal Canary para o Chrome. A empresa explicou que, com essa estratégia, recursos e APIs ficam disponíveis para os desenvolvedores assim que são aprovados nos testes internos. Além disso, o canal Canary permite atualizações over-the-air, beneficiando os desenvolvedores com fluxos de trabalho mais integrados e melhores métodos para testar seus aplicativos.

Previsão de Lançamento e Estrutura de Atualização

O Google visa atingir a estabilidade da plataforma em março, com o lançamento planejado do Android 17 para o segundo trimestre de 2026. Com o lançamento do Android 16 no ano anterior, o Google adotou uma estrutura de duas versões anuais: um lançamento principal do SDK no primeiro semestre e um lançamento secundário do SDK no segundo semestre. Essa mudança foi feita para dar tempo aos fabricantes de dispositivos para lançar a versão mais recente mais rapidamente e reduzir a fragmentação no ecossistema Android.

Otimização para Telas Grandes

O Android 17 restringirá os desenvolvedores de optar por não participar das restrições de redimensionamento. Isso significa que os desenvolvedores não poderão forçar a orientação ou o redimensionamento em dispositivos de tela grande. Essa é uma medida do Google para garantir que mais aplicativos funcionem melhor em tablets e dispositivos dobráveis, em diferentes orientações e tamanhos de janela.

Melhorias na Câmera e Áudio

O Google também está adicionando mais recursos de câmera ao Android 17. Novos APIs permitirão que os desenvolvedores gerenciem transições de câmera de forma mais suave, suporte para o codec de vídeo VVC (H.266), melhor gerenciamento de volume entre aplicativos para manter um áudio consistente e controles mais rigorosos para áudio em segundo plano.

Desempenho e Conectividade

O Android 17 também traz melhorias de desempenho, diminuindo a perda de quadros e aprimorando o mecanismo de coleta de lixo para limpeza de memória. A empresa está melhorando a conectividade Wi-Fi com melhor detecção de proximidade e descoberta segura de pares.

UpScrolled Enfrenta Desafios na Moderação de Conteúdo Após Crescimento Rápido

UpScrolled, uma rede social que ganhou popularidade após a mudança de propriedade do TikTok nos EUA, está lidando com um sério problema de moderação. Após atingir mais de 2,5 milhões de usuários em janeiro, relatos indicam que o aplicativo não está agindo contra a criação de nomes de usuário e hashtags que contêm termos ofensivos, e não tem conseguido moderar adequadamente o conteúdo prejudicial.

Conteúdo Ofensivo e Discurso de Ódio

Após receber denúncias de usuários do UpScrolled, o TechCrunch confirmou a existência de uma vasta gama de termos ofensivos e discurso de ódio sendo utilizados em nomes de usuário no aplicativo. Por exemplo, alguns nomes de usuário continham o termo ofensivo em si, o termo combinado com outras palavras, ou múltiplos termos ofensivos em um único nome de usuário; outros nomes de usuário continham discurso de ódio, como “Glória a Hitler”. Mesmo após a denúncia, essas contas permaneceram ativas. Além disso, termos ofensivos e discurso de ódio foram encontrados em outras partes do aplicativo, incluindo hashtags e textos de fotos e vídeos. Conteúdo que glorifica Hitler também foi identificado.

Luta Contra o Discurso de Ódio

O problema não foi identificado apenas pelo TechCrunch; a ADL também publicou um artigo este mês, observando que o UpScrolled estava se tornando um refúgio para conteúdo antissemita e extremista, e para organizações terroristas estrangeiras designadas, como o Hamas. O UpScrolled, fundado em 2025, afirma em seu site que a plataforma oferece a todas as vozes “igual poder”. O aplicativo registrou mais de 4 milhões de downloads no iOS e Android desde junho de 2025, segundo a Appfigures, um número ainda maior do que o reportado pela própria startup no mês passado.

Políticas de Moderação e Desafios

Embora o FAQ do UpScrolled explique que o aplicativo não “censura opiniões”, ele indica que sua política restringe conteúdo que envolve “atividade ilegal, discurso de ódio, bullying, assédio, nudez explícita, material protegido por direitos autorais sem licença ou qualquer coisa destinada a causar dano”. Essa diretriz é semelhante à maioria das plataformas de mídia social modernas. Fica claro, no entanto, que a empresa está lutando para fazer cumprir suas regras. Essa é uma batalha que as redes sociais frequentemente enfrentam, especialmente aquelas que recebem um grande influxo de novos usuários em um curto período. O Bluesky, por exemplo, enfrentou problemas com termos ofensivos em nomes de usuário em julho de 2023, o que levou usuários a ameaçarem deixar o site.

Resposta da Empresa

Em resposta às indagações, o fundador do UpScrolled, Issam Hijazi, publicou um vídeo confirmando que usuários têm enviado “conteúdo prejudicial” que contraria os termos de serviço e os princípios da empresa. Hijazi afirmou que a empresa está “expandindo rapidamente sua equipe de moderação de conteúdo e atualizando sua infraestrutura tecnológica para detectar e remover conteúdo prejudicial de forma mais eficaz”.

Spotify Afirma que Desenvolvedores de Elite Não Codificam Graças à IA

O Spotify revelou que seus melhores desenvolvedores não escrevem uma linha de código desde dezembro, atribuindo essa mudança à inteligência artificial. A declaração, feita pelo co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre, destacou como a IA está acelerando o desenvolvimento na empresa.

Aceleração do Desenvolvimento com IA

O Spotify ressaltou ter lançado mais de 50 novos recursos e alterações em seu aplicativo de streaming ao longo de 2025. Recentemente, a empresa implementou funcionalidades como as “Prompted Playlists” impulsionadas por IA, “Page Match” para audiolivros e “Sobre Esta Música”, todas lançadas nas últimas semanas. Na empresa, os engenheiros utilizam um sistema interno chamado “Honk” para acelerar a codificação e a velocidade do produto. Este sistema permite, por exemplo, a implantação remota e em tempo real de código utilizando IA generativa, especificamente o Claude Code.

Exemplo Prático da Eficiência da IA

Söderström descreveu um cenário em que um engenheiro do Spotify, durante seu trajeto matinal, pode instruir o Claude por meio do Slack em seu celular para corrigir um bug ou adicionar um novo recurso ao aplicativo iOS. Após a conclusão do trabalho pelo Claude, o engenheiro recebe uma nova versão do aplicativo em seu celular, permitindo que ele a mescle para produção antes mesmo de chegar ao escritório. O Spotify atribuiu ao sistema uma “tremenda” aceleração na codificação e implantação, e Söderström afirmou que este é apenas o começo do desenvolvimento da IA.

Conjunto de Dados Exclusivo do Spotify

O executivo também destacou a capacidade do Spotify de construir um conjunto de dados exclusivo que outros LLMs não conseguiriam comercializar, da mesma forma que fariam com outros recursos online, como a Wikipédia. Isso ocorre porque nem sempre há uma resposta factual para perguntas relacionadas à música. Por exemplo, se perguntado sobre o que é música para exercícios, as respostas variam de pessoa para pessoa e de acordo com a geografia. Americanos tendem a preferir hip-hop, enquanto milhões preferem death metal. Muitos europeus se exercitam ouvindo EDM, mas muitos escandinavos preferem heavy metal. Söderström observou que este é um conjunto de dados que o Spotify está construindo e que não existe em tal escala, melhorando a cada vez que os modelos são retreinados.

Posição sobre Música Gerada por IA

Os analistas também questionaram a abordagem do Spotify em relação à música gerada por IA. A empresa explicou que permite que artistas e gravadoras indiquem nos metadados de uma faixa como a música foi criada, mas ainda monitora a plataforma contra spam.

Nova Versão do Codex da OpenAI é Impulsionada por Chip Dedicado

Nesta quinta-feira, a OpenAI anunciou o lançamento de uma versão leve de sua ferramenta de codificação agentic, o Codex. O modelo mais recente do Codex foi lançado pela OpenAI no início deste mês. O GPT-5.3-Codex-Spark é descrito pela empresa como uma “versão menor” desse modelo, projetada para inferência mais rápida. Para impulsionar essa inferência, a OpenAI integrou um chip dedicado de seu parceiro de hardware Cerebras, marcando um novo nível de integração na infraestrutura física da empresa.

Parceria Estratégica com a Cerebras

A parceria entre a Cerebras e a OpenAI foi anunciada no mês passado, quando a OpenAI informou ter fechado um acordo plurianual com a empresa, avaliado em mais de US$ 10 bilhões. Na época, a OpenAI declarou que “integrar a Cerebras em nosso mix de soluções de computação visa fazer com que nossa IA responda muito mais rápido”. Agora, a OpenAI considera o Spark o “primeiro marco” dessa relação.

Spark: Colaboração Rápida e Iteração Ágil

O Spark, que a OpenAI afirma ser projetado para a menor latência possível no Codex, será alimentado pelo Wafer Scale Engine 3 da Cerebras. O WSE-3 é o megachip em escala de wafer de terceira geração da Cerebras, equipado com 4 trilhões de transistores. A OpenAI descreve a nova ferramenta leve como um “motor de produtividade diária, ajudando os usuários com prototipagem rápida”, em vez das tarefas mais longas e pesadas para as quais o 5.3 original foi projetado. O Spark está atualmente em uma prévia de pesquisa para usuários do ChatGPT Pro no aplicativo Codex.

Entusiasmo de Sam Altman

Em um tweet antes do anúncio, o CEO Sam Altman pareceu fazer uma alusão ao novo modelo. “Temos algo especial sendo lançado para usuários do Codex no plano Pro ainda hoje”, tuitou Altman. “Isso me traz alegria.” Em sua declaração oficial, a OpenAI enfatizou que o Spark foi projetado para a menor latência possível no Codex. “O Codex-Spark é o primeiro passo em direção a um Codex que funciona em dois modos complementares: colaboração em tempo real quando você deseja iteração rápida e tarefas de longa duração quando você precisa de raciocínio e execução mais profundos”, compartilhou a OpenAI. A empresa acrescentou que os chips da Cerebras se destacam em auxiliar “fluxos de trabalho que exigem latência extremamente baixa”.

Crescimento da Cerebras

A Cerebras existe há mais de uma década, mas na era da IA, tem desfrutado de um papel cada vez mais proeminente na indústria de tecnologia. Na semana passada, a empresa anunciou que havia levantado US$ 1 bilhão em capital fresco com uma avaliação de US$ 23 bilhões. A empresa já havia anunciado suas intenções de buscar um IPO. Sean Lie, CTO e co-fundador da Cerebras, expressou entusiasmo em relação ao GPT-5.3-Codex-Spark, destacando a parceria com a OpenAI e a comunidade de desenvolvedores para descobrir o que a inferência rápida torna possível: novos padrões de interação, novos casos de uso e uma experiência de modelo fundamentalmente diferente. Ele afirmou que esta prévia é apenas o começo.

Investidores dos EUA Processam Governo Sul-Coreano Após Vazamento de Dados do Coupang

O massivo vazamento de dados do Coupang na Coreia do Sul se tornou um ponto de tensão geopolítica, com um número crescente de investidores americanos da empresa entrando com ações legais contra o governo sul-coreano. O que começou como uma investigação regulatória sobre falhas de segurança de dados se transformou em uma disputa mais ampla sobre suposto tratamento injusto da empresa sediada nos EUA.

Coupang e o Cenário Geopolítico

Embora o Coupang – que opera na Coreia do Sul, Taiwan e Japão – seja frequentemente chamado de “Amazon da Coreia do Sul”, sua sede mundial está localizada em Seattle, Washington. Os investidores da empresa agora buscam arbitragem internacional sob o Acordo de Livre Comércio (FTA) EUA-Coreia. Em 23 de janeiro de 2026, as empresas de investimento americanas Greenoaks e Altimeter apresentaram uma notificação ao Ministério da Justiça da Coreia do Sul, alegando perdas devido ao que caracterizaram como uma investigação discriminatória do governo sobre o vazamento de dados. Elas planejam buscar arbitragem de resolução de disputas entre investidores e estados (ISDS) sob o FTA EUA-Coreia.

Mais Investidores se Juntam à Ação

O Ministério da Justiça da Coreia do Sul informou que mais três investidores, incluindo Abrams Capital, Durable Capital Partners e Foxhaven Asset Management, se juntaram ao caso. Eles alegam que o governo agiu ilegalmente contra a empresa de e-commerce. Em dezembro, o Coupang divulgou que quase 34 milhões de informações pessoais de clientes coreanos haviam sido vazadas em um incidente que durou mais de cinco meses. O vazamento incluiu nomes de clientes, endereços de e-mail, números de telefone, endereços de entrega e históricos de pedidos específicos.

Tratamento Desigual e Multas Propostas

Enquanto outros vazamentos de tecnologia na Coreia resultaram em penalidades menos severas, o Coupang enfrentou uma pressão governamental extraordinária. O governo teria ameaçado multas maciças, suspensão das operações e proibições de viagens para executivos, enquanto os investidores do Coupang alegam que também tentou bloquear a comunicação pública e deturpou repetidamente o escopo do vazamento. A Comissão de Proteção de Informações Pessoais (PIPC) da Coreia afirmou que mais de 30 milhões de contas do Coupang foram expostas, mas os fatos apontam para apenas 3.000 contas afetadas, de acordo com os investidores do Coupang. Em dezembro, o governo sul-coreano e o PIPC disseram que o vazamento do Coupang era grave o suficiente para justificar multas mais altas. De acordo com a lei atual, as penalidades são limitadas a 3% da receita, mais de US$ 800 milhões para o Coupang, segundo os investidores dos EUA, mas alguns legisladores propuseram aumentar o limite para 10% e aplicá-lo retroativamente. Mesmo que a nova lei seja aprovada, ela não se aplicaria ao Coupang, pois o vazamento ocorreu antes das mudanças nas regras. No entanto, um legislador do Partido Democrata no país sugeriu a imposição de multas punitivas, por meio de nova legislação ou de um ato parlamentar especial, e o PIPC apoiou a ideia, de acordo com relatos da mídia. O presidente sul-coreano Lee Jae Myung também pediu publicamente por pesadas penalidades, sugerindo que a empresa não havia enfrentado consequências suficientes.

Argumentos dos Investidores

Com base no pedido de notificação de intenção apresentado pelo consultor jurídico dos investidores, os investidores argumentam que as ações do governo sul-coreano constituem um “ataque sem precedentes” ao Coupang. No documento, eles argumentam que o “ataque sem precedentes do Governo a uma empresa dos EUA para beneficiar seus concorrentes coreanos e chineses é uma violação flagrante do Tratado, dos princípios do direito internacional e da parceria histórica entre a Coreia e os Estados Unidos… A conduta chocante do Governo deixou os investidores dos EUA sem escolha. Se o Governo não cessar imediatamente seus ataques contra o Coupang, restaurar totalmente a capacidade da empresa de operar seus negócios e encerrar permanentemente sua campanha de discriminação de longa data contra a empresa, então os investidores dos EUA serão forçados a buscar bilhões de dólares em danos da Coreia para proteger seus investimentos no Coupang e remediar as violações contínuas do Tratado pelo Governo, incluindo a tentativa de expropriação”.

Próximos Passos e Contexto Mais Amplo

O processo é uma etapa preliminar pré-litigiosa. O Ministério da Justiça da Coreia do Sul está revisando o pedido de notificação de intenção, o que inicia um período de consulta obrigatório de 90 dias antes que a arbitragem formal possa começar. Coupang, Abrams Capital e Foxhaven Asset Management não responderam ao pedido de comentário do TechCrunch. Durable Capital Partners não pôde ser contatado. De acordo com o documento dos investidores, a forma como a Coreia do Sul lidou com os vazamentos de dados tem sido inconsistente, citando especificamente outros vazamentos recentes no país, incluindo KakaoPay, SK Telecom, Upbit e AliExpress da Alibaba. O KakaoPay teria transferido 54 bilhões de registros de clientes para o Alipay Singapore, mas enfrentou apenas uma multa de US$ 10 milhões e um aviso ao CEO, enquanto a SK Telecom foi multada em US$ 91 milhões após um massivo vazamento de cartões SIM. Upbit e AliExpress também tiveram mínima ação governamental. Os investidores afirmam que esses exemplos ressaltam o forte contraste com a resposta do governo ao Coupang. O Ministério da Ciência e TIC da Coreia do Sul disse que o vazamento de dados do Coupang foi realizado por um ex-funcionário que havia trabalhado nos sistemas de autenticação da empresa e estava ciente das vulnerabilidades na estrutura de autenticação e no sistema de gerenciamento de chaves. O Ministério alega que o Coupang não relatou o vazamento à Agência Coreana de Internet e Segurança (KISA) em 24 horas e não implementou totalmente uma ordem de preservação de dados de novembro de 2025, o que levou à exclusão de registros de acesso importantes da web e do aplicativo. O ministério encaminhou o assunto aos investigadores e ordenou que o Coupang apresentasse um plano de prevenção até fevereiro de 2026, com conformidade monitorada até julho. O Coupang divulgou um comunicado, afirmando que o funcionário, um cidadão chinês, acessou dados de mais de 33 milhões de contas, mas reteve apenas cerca de 3.000 antes de excluí-los, e que nenhuma informação sensível como dados de pagamento, senhas ou IDs governamentais foi acessada. O Coupang também substituiu seu CEO, Park Dae-jun, por Harold Rogers, o principal advogado de sua controladora nos EUA, em dezembro. Adam Farrar, associado sênior do CSIS e analista sênior de geoeconomia para APAC na Bloomberg, disse em um podcast que o que começou como um grande vazamento de dados envolvendo o Coupang se transformou em uma questão mais ampla entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Farrar disse que o caso está ampliando as alegações mais amplas dos EUA de tratamento injusto para com as empresas de tecnologia americanas, aumentando os riscos comerciais e tarifários para a Coreia do Sul, à medida que o Congresso dos EUA se torna cada vez mais engajado. “O massivo vazamento de dados [pelo Coupang] levou a uma série de investigações na Assembleia Nacional e a um confronto muito combativo com o Coupang e uma série de executivos nos últimos meses”, disse Farrar no podcast. “A dinâmica adicional aqui é que o Coupang, embora gere quase todos os seus lucros da Coreia, agora é uma empresa com sede nos EUA, o que adiciona à dinâmica em ambos os lados, impactando como eles são percebidos e vistos.” A questão vai além do Coupang, levantando questões mais amplas sobre se a Coreia do Sul está visando injustamente as empresas dos EUA, continuou Farrar. Críticos apontam políticas digitais que, segundo eles, favorecem empresas domésticas, incluindo taxas de uso de rede para provedores de conteúdo como Netflix, regras de pagamento da App Store da Apple e do Google Play, e requisitos de localização de dados que limitam serviços como o Google Maps por motivos de segurança nacional.

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