A campanha Ork Dawn of War 4 promete uma experiência explosiva e taticamente rica, mergulhando os jogadores no universo caótico de Warhammer 40.000. Tradicionalmente, a campanha é um dos pontos altos da série, inserindo a ação frenética de RTS num contexto narrativo grandioso. Em Dawn of War 4, a facção Ork assume o protagonismo inicial, oferecendo uma abordagem menos operística e mais de “rock de festa”, com uma interessante reviravolta na rivalidade interna entre seus líderes.
Uma Introdução Caótica
Após um breve tutorial com os Space Marines e a Guarda Imperial, a narrativa principal do jogo se desdobra em campanhas dedicadas a cada uma das quatro facções. Os Orks são os primeiros a entrar em cena cronologicamente, estabelecendo o tom para os eventos subsequentes. Essa escolha é estratégica, pois os Orks são mestres em causar destruição, preparando o terreno para que outras facções tenham muito a “limpar” depois. O ponto de partida da história é a invasão de um cruzador dos Blood Ravens por Orks liderados por Gorgutz, um vilão recorrente e veterano de centenas de anos de conflitos.
O Confronto de Líderes
No entanto, Gorgutz não encontra um caminho fácil. Na primeira missão, intitulada “Da Beastboss”, somos apresentados a Guzcutta, um líder Ork mais jovem e impetuoso, nativo do planeta Kronus. Enquanto Gorgutz é um “cão de guerra” astuto que favorece máquinas de guerra colossais e poder de fogo avassalador, Guzcutta aposta em uma abordagem mais “low-tech”, utilizando feras domadas e montarias em batalha. Embora ambos os chefes tenham acesso às mesmas unidades, essa introdução serve para destacar as diferenças de estilo e a rivalidade que moldará a campanha.
Mecânicas Ork e Estratégias de Combate
A primeira missão Ork foca nas mecânicas exclusivas da facção, como o poderoso “Waaagh!”. Os inimigos iniciais são principalmente os Adeptus Mechanicus, exigindo do jogador mobilidade e táticas de flanqueamento. Os Skitarii, embora frágeis no combate corpo a corpo, são mortais à distância quando protegidos. Para contornar isso, unidades como os Squighog Riders podem flanquear rapidamente, e os Stormboyz, com seus propulsores a jato, conseguem saltar sobre as defesas inimigas. Os Beast Snagga Boyz, mais resistentes, são ideais para absorver dano e proteger outras unidades. A agressão implacável é recompensada, permitindo que os esquadrões cresçam em tamanho e poder, mas a combinação com uma dose de astúcia torna os Orks realmente perigosos.
A Chegada de Gorgutz e a Disputa pelo Poder
A segunda missão, “Da Biggest Boss”, marca a chegada espetacular de Gorgutz a Kronus, com sua nave caindo em uma explosão massiva. Guzcutta e seus Orks investigam os destroços, enfrentando o Adeptus Mechanicus que também está interessado no local. O clímax da missão é o primeiro encontro entre os dois chefes, onde Guzcutta se vê “salvando” a equipe de desembarque de Gorgutz. A partir desse momento, a tensão principal da campanha é estabelecida: ambos os Orks acreditam ser o verdadeiro chefe de Kronus, e nenhum deles cederá.
Caminhos Divididos e Desafios Táticos
Eventualmente, o jogador terá que escolher um lado, o que ramifica a campanha. A missão “Da Race” é um exemplo brilhante de design de RTS, onde Guzcutta e Gorgutz competem para destruir uma base do Adeptus Mechanicus. Não basta ser apenas implacável; a eficiência e a velocidade são cruciais, pois o rival avança pelo outro lado do mapa. Há até a opção de desviar forças para atrasar Gorgutz, adicionando uma camada estratégica complexa. A campanha Ork oferece várias escolhas de missão que podem inclinar a balança de poder para um dos líderes, como a coleta de sucata para construir Deff Dreads ou a domesticação de um Squigasaur para Guzcutta, alterando seu estilo de jogo. A possibilidade de múltiplos finais para a primeira campanha é um elemento empolgante, prometendo uma experiência dinâmica e personalizada para cada jogador.
Fonte: Artigo Original



