Tim Cain: Jogos devem ser mais como brinquedos para o sucesso

O co-criador de Fallout, Tim Cain, argumenta que os jogos poderiam se beneficiar imensamente ao incorporar mais características dos brinquedos. Ele aponta que os melhores títulos no mercado, como Minecraft e Skyrim, já possuem essa abordagem.

Em um vídeo recente em seu canal no YouTube, Cain detalha as distinções cruciais entre jogos e brinquedos. Ele explica que um jogo é algo que se joga, enquanto um brinquedo é algo com que se brinca. Esta é a principal diferença: jogos têm regras, objetivos e, frequentemente, placares, vencedores e um final. Brinquedos, por outro lado, não possuem essas estruturas; são objetos para interação livre.

A Essência dos Jogos como Brinquedos

Essa distinção se torna fascinante ao observar como alguns jogos funcionam como brinquedos. Tim Cain exemplifica com Minecraft. Segundo ele, a maioria das pessoas joga Minecraft como um brinquedo, construindo e criando sem um objetivo específico além da sobrevivência. Embora Minecraft seja um jogo com metas e a possibilidade de ‘perder’, a forma como é amplamente jogado o transforma em uma experiência mais livre e exploratória.

Skyrim: Um Conforto Sem Metas

Outro exemplo que Cain utiliza é Skyrim, seu ‘jogo de conforto’. Apesar de ser um RPG com uma narrativa rica e diversas missões, ele frequentemente o instala apenas para criar um novo personagem e explorar o mundo sem um propósito definido. Para Cain, essa é a forma de jogar Skyrim como um brinquedo, sem as amarras de objetivos predeterminados.

O Desejo por Jogos Livres

Tim Cain sugere que muitos jogadores anseiam por mais jogos com características de brinquedo, mesmo sem perceber. Esse desejo se manifesta na busca por exploração livre, mundos abertos que não dependem de uma história linear, ou jogos que parecem infinitos, jogáveis muito depois de todas as missões terem sido concluídas. Ele define isso como ‘jogar de forma livre e sem objetivos’.

Cain reflete que, se pudesse voltar no tempo, aconselharia seu eu mais jovem a incluir mais elementos de brinquedo em seus jogos, criando experiências mais ‘sem objetivos e infinitas’. Embora reconheça que a implementação dessas características demande recursos, ele enfatiza que os jogos como um todo se beneficiariam enormemente de uma abordagem mais próxima dos brinquedos, oferecendo uma experiência de ‘jogos como brinquedos’ mais rica e engajadora.


Fonte: Artigo Original

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