A discussão sobre publicadores de jogos indie tem ganhado destaque, e o CEO da Hooded Horse, Tim Bender, não hesita em expressar sua preocupação. Ele afirma que a maioria dos publicadores independentes representa um risco para os desenvolvedores. Para Bender, conhecido por apoiar sucessos como Against the Storm e Manor Lords, os criadores de jogos indie devem ser extremamente cautelosos na escolha de seus parceiros.
“As pessoas podem me odiar por isso, se quiserem”, declara Bender, “mas a maioria dos publicadores de jogos indie não são parceiros ideais para desenvolvedores. A vasta maioria desses publicadores, em sua estrutura, é predatória e oportunista.” Ele enfatiza, no entanto, que na Hooded Horse, o “tratamento ético dos desenvolvedores é fundamental.”
Não é apenas Bender quem levanta esse alerta. Luca Galante, o criador de Vampire Survivors, revelou no ano passado que a proliferação de publicadores que “tentam explorar as plataformas apenas para ganhar dinheiro” o motivou a transformar seu estúdio, Poncle, em uma opção mais segura para outros desenvolvedores independentes. Uma história similar acontece com a Pocketpair, desenvolvedora de Palworld, que após seu sucesso, também se tornou um porto seguro para a publicação de outros títulos indie.
Bender descreve os publicadores problemáticos como aqueles que “buscam assinar muitos jogos, investir naqueles que já são bem-sucedidos para torná-los maiores, ignorar e abandonar os que não são, enquanto sugam o máximo que podem através da recuperação de custos.” Ele acrescenta que “a maioria dos publicadores de jogos indie também não é particularmente competente; eles não agregam muito valor.”
A principal recomendação de Bender aos desenvolvedores de jogos indie é “pesquisar e ser cuidadoso”. Ele sugere que, “em caso de dúvida, a autopublicação é a melhor opção. Isso porque é algo muito viável atualmente.”
Além disso, a Hooded Horse adota uma postura firme contra a inteligência artificial generativa na arte. Bender é categórico: “Se formos publicar o jogo, ‘nada de ativos de IA’,” descrevendo a arte gerada por IA como “cancerígena”.



