O estúdio Raiden, criador de jogos de tiro lendários, teve uma reação peculiar ao ser abordado pela Sony para o lançamento do PlayStation 1. A colaboração, que resultou no aclamado The Raiden Project, quase não aconteceu devido a uma aversão inesperada a barbas.
Richard Honeywood, um veterano da localização e ex-funcionário da Seibu Kaihatsu, empresa por trás de Raiden, compartilhou essa curiosa anedota. Ele relembrou os primeiros contatos entre o estúdio e a Sony, que à época era predominantemente Sony Music, não a divisão PlayStation que conhecemos hoje.
A Abordagem da Sony e a Reação Inusitada
Representantes da Sony, incluindo funcionários internacionais, visitaram o estúdio Raiden para propor o desenvolvimento de títulos de lançamento para o então novo console, o PlayStation. A ideia era portar os jogos Raiden e Raiden 2, o que eventualmente levou à criação de The Raiden Project, lançado em 1995.
No entanto, a resposta inicial do líder do estúdio, Hitoshi Hamada, não foi a esperada. Segundo Honeywood, após a reunião, Hamada-san expressou uma forte hesitação. Sua preocupação não era com a tecnologia ou o potencial do console, mas sim com a aparência dos executivos da Sony.
O Incidente das Barbas
Hitoshi Hamada declarou: “Não quero trabalhar com eles porque eles têm barbas.” Ele complementou, afirmando que “pessoas japonesas não deveriam ter barbas. Enviar alguém com barba para fazer negócios assim é ruim.” Essa perspectiva cultural quase custou à Sony uma parceria valiosa.
Honeywood, que mediou a situação, precisou argumentar intensamente para convencer Hamada-san. Ele enfatizou que o estúdio Raiden não tinha nada a perder ao tentar a colaboração. Felizmente, a lógica prevaleceu, e a Seibu Kaihatsu concordou em seguir em frente.
Essa história hilária e pouco conhecida destaca os desafios inesperados que podem surgir nos negócios e a importância de superar barreiras culturais. A paixão pelos games e a visão de longo prazo acabaram por unir o estúdio Raiden e a Sony, resultando em um clássico do PlayStation 1.
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