Bobby Kotick alega que Activision, Call of Duty e consoles estavam em crise


O ex-CEO da Activision, Bobby Kotick, está envolvido em um embate legal com um grupo de investidores. Como parte de sua defesa contra acusações de manipulação da venda da empresa para a Microsoft em 2023, Kotick alega que a Activision Blizzard, a franquia Call of Duty e o mercado de consoles estavam em dificuldades significativas, justificando o preço de US$ 95 por ação pago pela Microsoft.

Kotick, que deixou a Activision Blizzard após a venda de US$ 69 bilhões para a Microsoft, é acusado pelos investidores, liderados pelo fundo de pensão sueco Sjunde AP-fonden (AP7), de ter incentivado a fusão para garantir sua posição e receber benefícios de até US$ 400 milhões. Os investidores alegam que o preço de aquisição foi irrealisticamente baixo e que Kotick agiu para se proteger de alegações de que sabia sobre um clima de assédio sexual dentro da Activision Blizzard.

Kotick refuta todas as acusações de irregularidades e, como parte de sua defesa, alega que a Embracer Group, dona de franquias como Tomb Raider, Dead Island e Senhor dos Anéis, está por trás das ações legais e buscaria lucrar com o escândalo. A Embracer Group nega veementemente este envolvimento.

A defesa de Kotick argumenta que o desempenho financeiro declinante da Activision Blizzard, a franquia Call of Duty e o mercado de consoles nos últimos anos justificam o preço da venda. Segundo ele, a empresa estava fragilizada e necessitava de uma mudança estratégica. Kotick afirma que a venda para a Microsoft não causou prejuízo aos acionistas, mas representou a melhor solução para um cenário em crise.

O processo judicial, liderado pelo AP7, também inclui a Microsoft como ré, que adquiriu a Activision Blizzard em um acordo histórico.


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