O segundo episódio de ‘A Knight of the Seven Kingdoms’, intitulado ‘Hard Salt Beef’, mergulha nas complexidades da cavalaria através dos olhos do recém-nomeado cavaleiro, Dunk. A trama se inicia com Dunk em busca de um nobre que possa atestar a reputação de seu falecido mestre, o peculiarmente dotado Sor Arlan de Pennytree, para que ele possa participar do torneio de Ashford.
Contrariando suas expectativas, ninguém parece recordar de Sor Arlan. Mesmo após encontrar um raro reconhecimento na figura do Príncipe Baelor ‘Quebra-Lança’ Targaryen (interpretado por Bertie Carvel), um Targaryen surpreendentemente benevolente, a percepção de Dunk sobre a cavalaria começa a desmoronar. Observando os cavaleiros das Grandes Casas em combate – um espetáculo que evoca a intensidade de eventos como NASCAR ou WWE – Dunk confronta a idealização de seu mestre. Ele questiona a Egg: ‘Grandes cavaleiros vivem à margem e morrem à beira de uma estrada enlameada?’
A essência deste capítulo reside na crescente desilusão de Dunk com a ordem da cavalaria. Os cavaleiros que ele encontra em Ashford são, em sua maioria, indivíduos arrogantes e abusivos, distantes dos guerreiros honrados das lendas. Inicialmente, a ascensão de um ‘Povo Pequeno’ como Dunk parece plausível, especialmente após conhecer Sor Donnel de Duskendale. Se o filho de um pescador de caranguejos pode se tornar um grande cavaleiro, por que não Dunk? No entanto, Egg revela que Sor Donnel não é um herói da classe trabalhadora, mas sim membro de uma próspera e influente família mercante, marcando o início do fim do sonho de Dunk. ‘Que chance eu tenho, de verdade?’, ele reflete.
O desprezo dos cavaleiros por Sor Arlan não é apenas um esquecimento de um cavaleiro errante, mas uma rejeição dos valores que Dunk acredita serem fundamentais para a cavalaria. Essa discrepância entre o ideal e a realidade parece colocar Dunk em rota de colisão com os próprios homens a quem ele aspira se juntar. A dor de Dunk ao perceber que, exceto Baelor, ninguém se lembra de seu mentor e figura paterna – ele se autodenomina o ‘legado’ de Sor Arlan – o leva a prometer usar o torneio de Ashford para ‘mostrar a eles o que sua mão forjou’. Se não pode se juntar a eles, ele os derrotará… ou assim espera.
Não são apenas os cavaleiros que tratam Dunk com desprezo; desde um estábulo até Lady Gwin, todos o diminuem (‘Você é grande e estúpido!’). Dunk lembra a Egg que sempre foi chamado de burro, e de fato, ele é um tanto ingênuo. Mas essa é parte de seu charme: simples, mas gentil, especialmente com cavalos. Seu coração bondoso é um legado de Sor Arlan, que o ensinou o que é certo. Peter Claffey continua a impressionar como o adorável e desajeitado Dunk, enquanto Dexter Sol Ansell, no papel de Egg, joga suas cartas habilmente como um escudeiro que parece esconder algo. O diálogo entre eles é um dos pontos altos do episódio, em particular a resposta de Egg à observação de Dunk sobre ser considerado estúpido. A cena em que Egg ajuda Dunk a expressar o sigilo que deseja que a marionetista Tanselle pinte em seu escudo é igualmente cativante.
Falando em Egg, é intrigante a rapidez com que ele retorna ao acampamento ao avistar os Targaryens, e seu conhecimento sobre os cavaleiros e as Grandes Casas de Westeros parece excessivo para sua idade.
Fonte: Artigo Original



