A franquia Game of Thrones, conhecida por suas tramas complexas e reviravoltas chocantes, recentemente trouxe à tona uma questão inusitada, mas intrigante: onde as pessoas fazem suas necessidades em Westeros? Após o lançamento de novas produções como a série prelúdio, o tema, que antes era apenas tangencial, ganhou destaque, gerando discussões e até cenas explícitas.
Com o debut de uma nova série da HBO mostrando uma cena de diarreia nervosa, a curiosidade em torno da higiene e das necessidades fisiológicas no universo de Westeros se intensificou. O showrunner Ira Parker, em um episódio de ‘A Knight of the Seven Kingdoms’, abordou diretamente o assunto. Durante a chegada da família real Targaryen para um torneio de justa, o protagonista, Sor Duncan, o Alto, é questionado por um Guarda Real sobre a existência de um local adequado para ‘cagar’. A resposta sincera de Duncan – ‘Na verdade, não’ – revela a falta de infraestrutura para tal em ambientes menos nobres.
A conversa continua com o Guarda Real expressando sua surpresa e um colega zombando de sua origem nobre, acostumada a banheiros de castelo ou latrinas privadas, sugerindo que ele terá que se contentar com um canto e feno para se limpar. Essa interação levanta a questão: como as pessoas em Westeros lidam com suas necessidades básicas? Embora as séries da HBO raramente explorem esse aspecto, os livros de George R.R. Martin oferecem mais detalhes.
Nos romances, a regra geral parece ser: ‘As pessoas fazem cocô onde bem entenderem.’ Para aqueles que ainda não se cansaram de ler sobre Game of Thrones e excrementos, aqui está um breve histórico.
Em ‘A Dança dos Dragões’, de 2011, Daenerys Targaryen é descrita sofrendo de uma diarreia severa após beber água contaminada. A cena, que alguns interpretam como um aborto espontâneo, detalha a agonia de Dany: ‘O pôr do sol a encontrou agachada na grama, gemendo. Cada evacuação era mais solta que a anterior e cheirava pior. Quando a lua subiu, ela estava defecando água marrom.’ Aqui, o ato é doloroso e traumático.
Anteriormente, em ‘A Tormenta de Espadas’, de 2000, Strong Belwas, um ex-escravo lutando por Daenerys, usa a defecação como um ato de agressão. Após matar um nobre de Meereen em batalha, Belwas vira as costas para os inimigos, abaixa as calças e defeca na direção da cidade, limpando-se com a capa listrada do morto. Um ato de puro desprezo e provocação.
Por fim, há um momento memorável de ‘necessidade’ em ‘A Tormenta de Espadas’, no Castelo da Fortaleza Vermelha. Tyrion Lannister confronta e mata seu pai, Tywin, enquanto este está no banheiro. Martin descreve a morte de Tywin com um detalhe pungente: ‘A prova foi o fedor repentino, quando seus intestinos se soltaram no momento da morte. Bem, ele estava no lugar certo para isso, pensou Tyrion.’ Este momento desmistifica a crença popular de que Tywin Lannister ‘cagava ouro’, revelando uma verdade mais crua.
Esses exemplos, embora variados, compartilham um ponto em comum: em Westeros, até mesmo a defecação pode ser um ato carregado de significado, seja ele de dor, agressão ou uma revelação brutal. Embora Martin nunca tenha evitado as funções corporais, a nova série ‘A Knight of the Seven Kingdoms’ finalmente oferece uma visão sobre como os plebeus lidam com suas necessidades diárias, respondendo a uma pergunta que muitos fãs talvez nunca tivessem pensado em fazer.
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