
Sony Pode Adiar Lançamento do PlayStation 6 Devido à Alta de Preços das Memórias RAM, Revela Site
Uma nova reportagem do portal Insider Gaming sugere que a Sony pode postergar a introdução do PlayStation 6 no mercado. O motivo apontado seria a ascensão vertiginosa dos valores das memórias RAM em escala global, impactando diretamente os custos de produção do console. Esta informação ecoa rumores anteriores levantados pelo site VICE em novembro, e agora reforçados por fontes do jornalista Tom Henderson.
As expectativas anteriores apontavam para um lançamento do PlayStation 6 entre novembro e dezembro de 2027, mantendo um ciclo de aproximadamente sete anos após o PlayStation 5. No entanto, o atual cenário mercadológico apresenta incertezas significativas, principalmente devido ao aumento expressivo dos preços das memórias RAM DDR5, componentes cruciais para o desempenho dos jogos mais recentes.
Segundo as informações obtidas por Henderson, a instabilidade nos preços das memórias RAM levou os fabricantes de consoles a reavaliar suas estratégias. “Pelo que ouvimos, a situação levou os fabricantes de consoles a debater se a próxima geração de consoles deveria ser adiada em relação à janela de lançamento prevista para 2027-2028, com a esperança de que os fabricantes de memórias RAM consigam construir sua infraestrutura para produzir mais, permitindo assim que os preços caiam”, explicou o jornalista em sua matéria.
A escalada nos preços teve um ponto de inflexão com o anúncio da Micron, uma das líderes na fabricação de memórias RAM. A empresa divulgou o encerramento da venda de suas memórias para o consumidor final, direcionando sua produção exclusivamente para o setor corporativo, em especial para empresas de inteligência artificial.
Caso a tendência de elevação nos custos das memórias RAM persista, o mercado de bens de consumo tecnológico, abrangendo desde computadores pessoais e smartphones até videogames, enfrentará um aumento generalizado de preços, traduzindo-se em produtos mais caros para os consumidores.
A decisão da Micron surgiu em um contexto de pressões nas cadeias de suprimentos de memória, com escassez de componentes, desde chips flash para dispositivos móveis até unidades HBM, indispensáveis para a infraestrutura de inteligência artificial. A companhia informou, na ocasião, que cessaria a comercialização dos produtos da marca Crucial em lojas físicas, varejistas online e distribuidores mundialmente, embora o fornecimento através dos canais de consumo estivesse garantido até fevereiro de 2026.
A Micron já vinha realinhando sua estratégia para focar no segmento HBM (High Bandwidth Memory), um campo que se tornou palco de intensa competição entre os principais fabricantes globais de memória, como a própria Micron, SK Hynix e Samsung.
Sumit Sadana, executivo da Micron, justificou a mudança: “O crescimento impulsionado por IA em data centers levou a um surto na demanda por memórias e armazenamento. A Micron tomou a difícil decisão de sair do mercado de consumidores da Crucial para melhorar o suprimento e apoiar nossos clientes estratégicos e maiores em segmentos que crescem mais rapidamente.”
A tecnologia HBM, caracterizada pelo empilhamento vertical de chips, é fundamental para reduzir o consumo de energia e processar vastos volumes de dados, tornando-se crucial para as aplicações de inteligência artificial. Estes componentes são mais onerosos que os produtos destinados ao consumidor comum e, geralmente, proporcionam margens de lucro superiores. No trimestre fiscal encerrado em agosto deste ano, a receita da Micron com HBM atingiu quase 2 bilhões de dólares.
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