EA Enterra Anthem: Os 5 Estágios do Luto de um Fã da BioWare
A notícia de que a EA finalmente decidiu não dar continuidade à repaginação de Anthem chegou como um baque, mas não como uma surpresa. Para muitos fãs da BioWare como eu, foi o capítulo final de uma saga que começou com tanta promessa e terminou em desilusão. É uma sensação familiar, infelizmente, e que nos leva a percorrer os clássicos cinco estágios do luto.
Quando os rumores sobre o fim da renovação de Anthem começaram a circular, a resposta inicial foi de descrença. “Não, a BioWare não desistiria de um projeto assim, ainda mais depois de todo o trabalho que disseram estar colocando nele.” Nós nos agarramos às promessas de um “Anthem 2.0” ou “Anthem NEXT”, imaginando um futuro onde as falhas seriam corrigidas e o jogo finalmente alcançaria seu potencial. Era difícil aceitar que um universo tão rico e um gameplay de voo tão inovador pudessem ser abandonados.
Negação é um mecanismo de defesa, e neste caso, era a esperança de que a BioWare, a mesma BioWare de Mass Effect e Dragon Age, pudesse virar o jogo. Mas no fundo, a realidade já batia à porta, silenciosamente lembrando as falhas de lançamento e as promessas não cumpridas.
A negação rapidamente dá lugar à raiva. Raiva da EA por supostamente apressar o lançamento do jogo. Raiva da BioWare por talvez não ter entregado um produto à altura da sua reputação na primeira tentativa. Raiva de si mesmo por ter acreditado novamente. Já vimos esse filme antes com outros jogos que a EA “matou” ou que simplesmente não decolaram. A frustração de ver um estúdio tão talentoso patinar em projetos e a frustração de como a indústria de jogos opera nos dias de hoje é palpável.
A raiva também se estende à sensação de investimento perdido — não apenas dinheiro, mas tempo e emoção. As incontáveis horas gastas explorando o mundo de Anthem, na esperança de que um dia ele se tornasse o que prometia, parecem agora em vão. É um ciclo vicioso de entusiasmo, decepção e, por fim, raiva pelas oportunidades perdidas.
Os outros estágios, como a barganha (e se eles tivessem feito X ou Y?), a depressão (“mais um jogo que eu gostava se foi…”) e, finalmente, a aceitação (“é o que é, vamos seguir em frente para os próximos Mass Effect e Dragon Age”) virão a seu tempo. Por agora, ficamos com a lembrança do que Anthem poderia ter sido e a eterna esperança de que a BioWare retorne à sua antiga glória.
Fonte: Artigo Original



