Veículos em Fallout: Série 2 resolve debate de fãs

A inclusão de veículos em Fallout tem sido um tópico de intenso debate entre os fãs, e a segunda temporada da série do Prime Video reacende essa discussão de forma impactante. O episódio 7 da nova temporada apresenta uma cena onde Hank MacClean e Lucy utilizam um carrinho de golfe, destacando a familiaridade de Hank com a direção e a inexperiência de Lucy. Essa interação não apenas diverte, mas também sublinha a diferença nas criações dos personagens, ao mesmo tempo em que me fez revisitar meu desejo por veículos pilotáveis nos futuros jogos da franquia.

Veículos na história de Fallout: A exceção à regra

Nos jogos de Fallout, veículos motorizados geralmente servem como elementos de cenário ou objetos explosivos. As únicas exceções notáveis foram o Highwayman em Fallout 2, usado apenas para viagem rápida, e os jipes e tanques de Fallout Tactics: Brotherhood of Steel, onde a condução era realmente possível. Tanto a Bethesda quanto a Obsidian, desenvolvedoras dos jogos, justificaram a ausência de veículos pilotáveis em títulos como Fallout 3, New Vegas e Fallout 4 devido a limitações de motor gráfico e, claro, a elementos da própria lore.

Desafios e justificativas para a ausência de veículos

Historicamente, a falta de veículos pilotáveis nos jogos de Fallout foi atribuída a problemas técnicos. Os motores dos jogos da época não conseguiam suportar a inclusão de carros sem gerar grandes problemas. Além disso, a narrativa de Fallout sugere que o combustível para a maioria dos veículos já se esgotou há muito tempo, e a dependência de energia nuclear em veículos como os da Nova República da Califórnia ou os Vertibirds da Irmandade do Aço os tornaria alvos fáceis e perigosos em um ambiente pós-apocalíptico. O principal argumento contra a introdução de veículos, no entanto, sempre foi o temor de que eles pudessem comprometer a exploração e a imersão, elementos centrais da experiência Fallout.

Por que a inclusão de veículos em Fallout faz sentido

Discordo da ideia de que veículos pilotáveis iriam arruinar a imersão nos jogos. Afinal, a presença de transportes como os caminhões da NCR, o monotrilho de New Vegas e o barco do DLC Far Harbor em Fallout 4 já demonstra que a ideia de transporte não é estranha ao universo. O problema é que os jogadores raramente têm a chance de controlá-los. A introdução de veículos em Fallout não precisa ser um atalho fácil.

Seria possível exigir que os jogadores trabalhassem para adquirir e manter esses veículos, seja reconstruindo-os, buscando combustível ou fabricando blindagens, como no caso do Highwayman de Fallout 2. Isso adicionaria uma camada de desafio e recompensa. Além disso, a série Fallout sugere uma nova perspectiva. A dificuldade de Lucy em dirigir o carrinho de golfe na série poderia ser traduzida em mecânicas de jogo, onde a habilidade de dirigir veículos seria ligada a atributos do personagem, como inteligência, adicionando profundidade à experiência de RPG.

Com a série de Fallout avançando na linha do tempo e abordando a possibilidade de energia de fusão a frio, a justificativa para a ausência de veículos pode se tornar ainda mais fraca. Se a energia infinita for uma realidade, veículos pilotáveis deixam de ser uma fantasia distante. Todd Howard, diretor da Bethesda, já afirmou que Fallout 5 incorporará os eventos da série, o que abre as portas para que a presença de veículos em Fallout se torne uma realidade nos futuros títulos da franquia.

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