Google Fotos expande edição por IA para Índia, Austrália e Japão

A edição de fotos com IA do Google Fotos está expandindo seu alcance, chegando a usuários na Índia, Austrália e Japão. Essa funcionalidade inovadora simplifica aprimorar imagens utilizando comandos de texto intuitivos, eliminando a necessidade de ferramentas de edição complexas.

Edição Inteligente no Google Fotos

O Google anunciou a ampliação de seu recurso de edição baseada em linguagem natural no Google Fotos para esses novos países. Lançada inicialmente para usuários do Pixel 10 nos EUA, a ferramenta permite que as pessoas descrevam as alterações desejadas nas fotografias, sem ajustes manuais ou softwares complicados.

Como Funciona a Edição por Comando de Texto

Usuários nas regiões recém-suportadas verão a opção “Ajudar-me a Editar” ao selecionar a função de edição de uma foto. Eles podem escolher entre sugestões de comandos ou digitar suas próprias solicitações em linguagem comum. Por exemplo, é possível pedir ao aplicativo para “remover a motocicleta ao fundo”, “reduzir o desfoque do plano de fundo” ou um comando mais amplo como “restaurar esta foto antiga”.

A inteligência artificial consegue atender a pedidos surpreendentemente específicos. Você pode solicitar que ela ajuste a pose de um amigo, retire os óculos dele ou até mesmo que ele abra os olhos em uma foto onde piscou. O recurso utiliza o modelo de imagem Nano Banana do Google para transformar as fotos, e todo o processamento ocorre diretamente no aplicativo, sem a necessidade de conexão com a internet para a edição em si.

Ampla Compatibilidade e Suporte a Idiomas

A funcionalidade estará disponível em qualquer dispositivo Android com pelo menos 4GB de RAM e Android 8.0 ou superior, não se restringindo aos celulares Pixel do Google. Além da expansão geográfica, o Google também adicionou suporte a idiomas além do inglês, incluindo hindi, tâmil, marati, telugu, bengali e guzerate, tornando a ferramenta acessível a milhões de usuários em suas línguas nativas.

Credenciais de Conteúdo C2PA

O Google também está implementando o suporte a Credenciais de Conteúdo C2PA no Google Fotos para esses países. Esses metadados indicarão quando uma imagem foi criada ou editada usando IA. Com a crescente proliferação de imagens geradas e editadas por IA, as plataformas de mídia social têm se esforçado para rotular o conteúdo de IA, e credenciais como C2PA ajudam os usuários a entender a origem das imagens.

Expansão da IA no Google Fotos

Esta expansão é o mais recente passo na integração agressiva da IA no Google Fotos. Em novembro passado, a empresa ampliou os recursos de pesquisa impulsionados por IA para mais de 100 países, com suporte para mais de 17 idiomas. Também foram introduzidos modelos de IA que podem converter fotos em diferentes estilos artísticos. Recentemente, o Google lançou o recurso “Meme me”, que permite aos usuários combinar modelos de referência com suas próprias imagens para criar memes.

Google Search: Conversas com IA e Gemini 3

O Google está implementando a capacidade de fazer perguntas de acompanhamento diretamente a partir dos AI Overviews, que são os resumos gerados por IA no topo dos resultados da Pesquisa Google. Agora, os usuários poderão iniciar uma conversa interativa com o AI Mode, o recurso de pesquisa conversacional do Google para perguntas complexas.

A gigante da tecnologia também anunciou que está tornando o Gemini 3 o novo modelo padrão para AI Overviews globalmente. A empresa afirmou em uma publicação que esta atualização proporcionará aos usuários “uma resposta de IA de ponta diretamente na página de resultados da pesquisa”.

Esses anúncios marcam os esforços contínuos do Google para transformar a Pesquisa de uma experiência estática para uma interação dinâmica impulsionada por IA.

Aprimorando a Experiência de Pesquisa

Robby Stein, vice-presidente de produto do Google Search, explicou que as pessoas buscam na Pesquisa uma vasta gama de informações. Para perguntas complexas ou tarefas que exigem exploração aprofundada de um tópico, a capacidade de acessar uma experiência de IA conversacional poderosa de forma contínua é crucial.

Os testes do Google indicam que os usuários preferem uma experiência que flua naturalmente para uma conversa. Fazer perguntas de acompanhamento, mantendo o contexto dos AI Overviews, torna a Pesquisa mais útil. A nova experiência foi projetada para ser um fluxo unificado, com links que permitem aos usuários passar de um resumo rápido para uma conversa mais aprofundada, conforme necessário.

Inteligência Pessoal no AI Mode

As atualizações chegam dias após o Google anunciar a integração da “Inteligência Pessoal” ao AI Mode, permitindo que ele acesse o Gmail e o Google Fotos para fornecer respostas mais personalizadas. A empresa estreou a Inteligência Pessoal no início do mês no aplicativo Gemini, para que o assistente de IA adapte suas respostas conectando-se ao ecossistema Google, começando com o histórico do Gmail, Fotos, Pesquisa e YouTube.

O Google também levou recentemente os AI Overviews para o Gmail, permitindo que os usuários pesquisem sua caixa de entrada usando linguagem natural para obter respostas rápidas, em vez de depender de pesquisas por palavras-chave tradicionais e abrir múltiplos e-mails para encontrar informações específicas. O anúncio foi feito junto com a estreia de sua nova Caixa de Entrada de IA.

Flora: Ferramenta de Design Baseada em Nós Impulsionada por IA

A Flora, uma ferramenta de design utilizada por profissionais de empresas como Alibaba, Brex, a agência criativa Pentagram e a empresa de entretenimento Lionsgate, alcançou um novo marco. A startup levantou US$ 42 milhões em uma rodada de financiamento Série A, liderada pela Redpoint Ventures.

Modelos de IA generativa podem ser empregados no processo de design através de prompts e outras entradas multimodais. Empresas de software como Adobe, Figma e Canva também adicionaram recursos para tornar a IA mais central em seus produtos. Enquanto isso, novas startups de design acreditam que, para acomodar a IA e testar as capacidades de diferentes modelos, são necessários novos fluxos de trabalho e uma interface diferenciada.

Inovação no Fluxo de Trabalho de Design

Para atender a essas necessidades em evolução, a Flora permite que os clientes usem imagens, textos ou vídeos para criar ativos de mídia. Os usuários também podem usar prompts para gerar modificações, construindo novos nós com múltiplas iterações. Essas versões geradas são mapeadas em uma tela, proporcionando um fluxo de criação rastreável.

Os usuários podem então ramificar-se de qualquer nó para criar uma nova versão do conceito ou criativo que estão desenvolvendo. Por exemplo, para um vídeo de marketing, é possível fornecer imagens de referência e prompts de texto para criar um conceito. Em seguida, podem-se adicionar diferentes prompts para gerar vídeos em estilos contrastantes e avaliar qual é o melhor.

Weber Wong, CEO e fundador da Flora, foi anteriormente investidor na Menlo Ventures. Depois, ele ingressou no Programa de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York, que combina tecnologia e arte. A versão alfa da Flora foi lançada em 2024 como parte do curso. A empresa lançou uma versão mais estável da ferramenta no ano passado.

Uma Nova Interface Criativa

Wong percebeu a oportunidade de criar uma nova interface para unir diferentes modelos e desenvolver um fluxo de trabalho completo em uma única tela. Ele explicou que o paradigma da computação generativa exigia uma nova interface criativa. Enquanto o paradigma da computação pessoal, exemplificado pela Adobe, focava em controlar cada pixel para criar uma peça de mídia por vez, os modelos atuais podem gerar peças de mídia inteiras. A oportunidade criativa natural é, portanto, redesenhar todo o fluxo de trabalho.

Wong observou que a criação baseada em nós geralmente é complexa, mas com a IA, permite que os designers passem por múltiplas iterações e ideias rapidamente. Com a Flora, é possível usar texto, imagem ou vídeo para criar mídias ou conceitos.

Mercado Aquecido para Ferramentas de Design com IA

O aumento dos modelos generativos tornou as startups focadas em IA um atrativo. Em outubro, a OpenAI adquiriu a Visual Electric, apoiada pela Sequoia, e a Figma adquiriu a Weavy, editora baseada em nós. Separadamente, a Krea, que também possui um editor baseado em nós, levantou US$ 83 milhões em abril.

Wong destacou que o lançamento de ferramentas como a Flora gera uma sobreposição entre profissionais e pessoas que utilizam IA, resultando em mais usuários empregando aplicativos como Flora para design e ideação. Apesar da demanda por essas ferramentas, Wong acredita que para se tornarem mais populares, é necessária uma melhor educação do usuário. Para isso, a empresa mobiliza criativos para trabalhar com outras organizações e auxiliá-las a utilizar a Flora de forma mais eficaz.

Planos e Investimentos Futuros

Embora a abordagem da startup seja mais voltada para criativos, a ferramenta é acessível o suficiente para ser usada por proprietários de empresas ou usuários individuais. Os planos da Flora começam em US$ 16 por mês (pagos anualmente) e aumentam para agências e empresas.

A Flora planeja usar o financiamento recém-adquirido para expandir suas capacidades de vendas corporativas e intensificar os esforços de marketing. No lado do produto, a empresa busca aprimorar os controles criativos e adicionar recursos de edição tradicionais, para que os profissionais não precisem recorrer a outra ferramenta para finalizar seus projetos. Atualmente, a startup conta com 25 funcionários e pretende dobrar ou triplicar esse número até o final do ano.

Alex Bard, da Redpoint Ventures, disse que a equipe da venture capital ficou impressionada com o design elegante do produto e a facilidade de uso para qualquer pessoa. Ele acrescentou que, do ponto de vista da oportunidade de mercado, a Flora pode impactar um processo criativo mais amplo em indústrias como moda, publicidade, fotografia e branding.

A rodada Série A também contou com a participação de Guillermo Rauch (CEO da Vercel), Justin Kan (fundador da Twitch), Emery Wells (CEO da Frame.io), Mike Volpi (GP da Hanabi Capital), Menlo Ventures, a16z Speedrun, Gorkem Yurtseven, Burkay Gur e Batuhan Taskaya (cofundadores da Fal), Long Journey Ventures, Cyan Banister, Matt Hartman (sócio-gerente da Factorial Capital) e Gabe Whaley (fundador da MSCHF). Com esta captação, o financiamento total da empresa até o momento atingiu US$ 52 milhões.

Android: Novas Medidas Antirroubo

O Google anunciou um conjunto expandido de recursos de proteção antirroubo para Android, visando tornar seus dispositivos móveis menos atraentes para criminosos. Com base em ferramentas existentes como o Bloqueio por Detecção de Roubo e o Bloqueio de Dispositivo Offline, as novas atualizações incluem salvaguardas de autenticação mais robustas e ferramentas aprimoradas de recuperação.

Embora os iPhones sejam frequentemente os alvos preferenciais de ladrões devido ao seu valor de revenda, os dispositivos Android também estão sujeitos a roubos. Isso é particularmente verdadeiro para smartphones Android de ponta, como os dispositivos Google Pixel Pro, dobráveis premium e outros aparelhos de fabricantes renomados como a Samsung.

Recursos de Segurança Aprimorados

Com as novas funcionalidades, usuários de dispositivos Android executando Android 16 ou superior terão maior controle sobre o Bloqueio por Autenticação Falha, que bloqueia automaticamente o dispositivo após um número excessivo de tentativas de login malsucedidas. Agora, os usuários terão acesso a um interruptor de ativação/desativação dedicado nas configurações do dispositivo.

Os dispositivos também oferecerão proteção mais forte contra tentativas de ladrões de adivinhar o PIN, padrão ou senha do proprietário, aumentando o tempo de bloqueio após tentativas falhas. Além disso, o Identity Check, um recurso lançado para Android 15 e superior no ano passado, agora abrange todos os recursos e aplicativos que utilizam biometria, como aplicativos bancários ou o Google Password Manager.

O Bloqueio Remoto, uma ferramenta que permite bloquear um dispositivo perdido ou roubado a partir de um navegador da web, agora incluirá um desafio de segurança ou pergunta opcional. Com este recurso, disponível para Android 10+, apenas o verdadeiro proprietário do dispositivo pode iniciar o bloqueio, para maior segurança.

No Brasil, dois recursos de proteção contra roubo serão ativados por padrão: o Bloqueio por Detecção de Roubo, que usa IA no dispositivo para detectar movimentos que possam indicar um roubo rápido, e o Bloqueio Remoto, que será automaticamente ativado e acessível pelo site android.com/lock.

WhatsApp: Configurações de Conta Mais Rigorosas para Combater Ciberataques

Dias após o Meta ser processado por supostas alegações falsas de privacidade em relação ao seu aplicativo de bate-papo WhatsApp, a empresa lançou uma nova configuração para proteger os usuários contra ciberataques.

O recurso, denominado Configurações de Conta Rígidas, adiciona restrições como o bloqueio automático de mídias e anexos de remetentes desconhecidos, e o silenciamento de chamadas de números desconhecidos. Sob essa configuração, as pré-visualizações de links são desativadas, e a opção para bloquear um grande número de mensagens desconhecidas também é ativada.

Proteção Reforçada para Usuários

Ao ativar esta opção, a verificação em duas etapas é ligada por padrão, juntamente com notificações de segurança que alertam quando o código de alguém com quem você está conversando muda. O WhatsApp também restringe seu “visto por último” e status online, foto de perfil, detalhes e links em seu perfil, tornando-os visíveis apenas para seus contatos. Se você tiver a nova camada de proteção restritiva habilitada, apenas seus contatos (ou pessoas pré-selecionadas de seus contatos) poderão adicioná-lo a grupos.

A empresa afirmou que este recurso de “estilo de bloqueio” será lançado nas próximas semanas e é útil para jornalistas e figuras públicas. As “Configurações de conta rígidas” são um recurso de segurança opcional, no estilo de bloqueio, que, quando ativado, reduz sua vulnerabilidade a ataques cibernéticos ao limitar a funcionalidade. Sua conta é bloqueada para configurações mais privadas, e seus bate-papos com outras pessoas fora de seus contatos terão limitações.

Os usuários podem ativar essa configuração acessando Configurações > Privacidade > Avançado e, em seguida, ativando as Configurações de conta rígidas. O Meta informou que os usuários só podem alterar essa configuração em seu dispositivo principal e não em uma plataforma complementar, como WhatsApp para Web ou Windows.

O lançamento ocorre em um momento em que o processo judicial contra o WhatsApp acusa o Meta de fazer alegações falsas sobre as proteções de segurança do aplicativo. A ação alega que a empresa “armazena, analisa e pode acessar virtualmente todas as comunicações supostamente ‘privadas’ dos usuários do WhatsApp”. Will Cathcart, chefe do WhatsApp, rejeitou essas alegações, afirmando que se trata de um processo “sem mérito, em busca de manchetes”.

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